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Comunidade internacional ajuda o Paquistão para impedir aumento da influência dos islamitas

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Comunidade internacional ajuda o Paquistão para impedir aumento da influência dos islamitas

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O Paquistão sai da conferência de doadores, em Tóquio, com quase quatro mil milhões de euros de ajuda para os próximos dois anos. Um soma acima do previsto, graças a Tóquio e Washington que vão dar quase metade. O dinheiro deverá servir para combater a pobreza, melhorar a educação e a saúde.

Uma boa notícia para o presidente Asif Ali Zardari que já tinha conseguido quase seis mil milhões de euros junto do Fundo Monetário Internacional. Taro Aso, primeiro-ministro japonês, recorda a importância de ajudar o Paquistão, pois “sem um Paquistão estável, não é possível estabilizar o Afeganistão e vice-versa. A estabilidade da região fronteiriça dos dois países é a chave do sucesso” e a comunidade internacional deve apoiar estratégias de trabalho para essas zonas. A comunidade internacional quer acima de tudo evitar que a crise económica aumente o apoio aos islamitas. Zardari prometeu combatê-los, mas está longe de o conseguir no terreno. Ainda hoje, o imã radical Abdul Aziz foi libertado sob caução e logo depois estava na Mesquita Vermelha, núcleo duro das redes islâmicas. O imã apelou à guerra santa e à instauração da charia em todo o país, à semelhança do que aconteceu na região de Swat. A lei islâmica foi instaurada na região, com autorização do presidente, mas os radicais não depuseram as armas como prometido.