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Londres vão rever utilização de câmaras de vigilância pelas autoridades locais

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Londres vão rever utilização de câmaras de vigilância pelas autoridades locais

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A Grã-Bretanha é o país com o maior número de câmaras de vigilância. De acordo com várias organizações de defesa dos direitos cívicos a utilização, por parte das autoridades locais, do circuito fechado de televisão é cada vez mais abusiva.

As câmaras de vigilância chegaram mesmo a ser utilizadas para controlar o caminho da escola para casa de certas crianças para se assegurarem de que os pais não mentiram sobre a morada para porem os filhos em escolas mais conceituadas. Jenny Paton refere que em sua casa ficaram todos “absolutamente abismados quando soubemos que um funcionário pode decidir seguir alguém durante três meses sem ter que dar satisfações. Eles puderam pôr os nossos filhos na lista de pessoas a vigiar e seguiram todos os seus movimentos.” A multiplicação de casos como este levou o executivo de Londres a anunciar esta sexta-feira que vai rever as regras a utilização por parte das autoridades locais do circuito fechado de televisão, também chamado de CCTV, que já permitiu sancionar os autores de crimes graves, como explica um responsável do Ministério do Interior britânico. Vernon Coaker defende que “há um equilíbrio entre as preocupações das pessoas em relação ao uso deste poder e o facto de se saber que quando é utilizado correctamente pode ajudar a trazer à barra dos tribunais pessoas que, de outra forma, escapariam à justiça.” De acordo com a entidade responsável pelas câmaras de vigilância, o CCTV foi concebido para lidar com crimes graves, terrorismo, ou problemas locais relacionados com fraude. O circuito fechado de televisão britânico é composto por cerca de quatro milhões de câmaras de vigilância.