Última hora

Última hora

Ambiente cordial na Cimeira das Américas

Em leitura:

Ambiente cordial na Cimeira das Américas

Tamanho do texto Aa Aa

Ambiente de cordialidade na V cimeira das Américas. Depois de um aperto de mão ontem, hoje, o presidente venezuelano, Hugo Chavez, ofereceu um livro a Barack Obama, “As veias abertas da América Latina”, um clássico da esquerda latino-americana, que aborda a pilhagem dos recursos da região ao longo dos séculos.

As primeiras horas da cimeira acabam por ser marcadas por uma melhoria nas relações entre os Estados Unidos e a Venezuela, mas nem tudo está resolvido. Hugo Chavez continua a exigir o fim do embargo a Cuba. “Não tem desculpa se não o faz, o mundo inteiro está de acordo, acredito que mesmo o povo dos Estados Unidos quer que o faça. Não há desculpas para mudar a história. Esta é uma grande oportunidade”, disse Chavez. Desde o primeiro minuto, Barack Obama estendeu a mão aos homólogos latino-americanos, mostrando-se pronto a ouvir e a abrir uma nova era nas relações bilaterais, baseando-as na igualdade. Cuba não fazia parte da agenda, mas confrontado com a questão, o presidente americano disse acreditar ser possível dar uma nova via às relações com Cuba. Um discurso que agrada, mas que não acaba com todas as divergências. Hugo Chavez e os restantes membros da Alternativa Bolivariana para as Américas (ALBA) continuam a recusar a assinar a declaração final desta cimeira em Trindade e Tobago, que a início deveria tratar de questões ligadas à energia, ao clima, ao tráfico de armas e droga e ao combate à crise económica.