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Estados Unidos e América Latina começam a aproximar-se

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Estados Unidos e América Latina começam a aproximar-se

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A Cimeira das Américas pode abrir um novo capítulo nas relações entre os Estados Unidos e a América Latina. É a estratégia de Barak Obama. O presidente norte-americano foi a Trinidade e Tobago prometer ajudas económicas, cooperação na área da segurança e do combate à droga e até apertou a mão a Hugo Chavez.

As fotografias que correm o mundo mostram um gesto simbólico. Foi Obama quem procurou Chavez para cumprimentar o homem que o apelidou ainda há um mês de “pobre ignorante”. Chavez sem complexos, agradece o gesto: “Eu tal como o presidente Obama não temos complexos em apertarmos a mão… mas agradeço-lhe o gesto”. Mais do que gestos, Obama quer acções e deu o primeiro passo com o levantamento, nos últimos dias, das restrições às viagens e ao envio de dinheiro para Cuba. Mas Obama sabe que as mentalidades não se mudam de um dia para o outro: “Estou aqui para lançar um novo capítulo de compromisso da minha administração. Para avançar não podemos ficar prisioneiros das desavenças do passado” Os Estados Unidos procuram o recomeço das relações com Cuba. Sei que há um longo caminho a percorrer para ultrapassar décadas de desconfiança”. Washington tinha proposto o diálogo com Havana sobre: Direitos Humanos, liberdade de expressão, reformas democráticas, combate à droga, imigração e questões económica. Raul Castro já fez saber que está pronto a conversar sobre tudo incluindo a questão dos prisioneiros políticos. Mas nem tudo são rosas na cimeira das américas. Como forma de protesto contra a exclusão de Cuba do encontro, os países da alternativa bolivariana não estão dispostos a assinar a declaração final.