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Estados Unidos fora da Conferência Mundial sobre o Racismo

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Estados Unidos fora da Conferência Mundial sobre o Racismo

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A Conferência das Nações Unidas sobre o Racismo começa esta segunda-feira em Genebra sob um clima de incerteza.

Estados Unidos e Israel, entre outros, recusaram o convite e a Grã-Bretanha vai apenas enviar uma pequena delegação. Cerca de 1700 participantes em representação de 250 ONG’s vão participar na cimeira, um número bem menor que o esperado. Julie de Rivero, a directora da Human Rights Watch explica: “O problema não são as diferentes formas de trabalhar das ONG’s. O problema é quando começamos a usar racismo para lutarmos contra o racismo ou usamos um discurso intelorentante para lutra pela tolerância, o que é inaceitável para nós”. Em causa está a presença do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, que em várias ocasiões considerou o Holocausto judeu “um mito”. A ONU tenta “sarar as feridas” abertas pela última reunião, na África do Sul, em 2001, onde os Estados Árabes foram acusados de tentarem inscrever o sionismo como racismo. “Esta conferência devia ser um encontro mundial para lutar contra o racismo, mas infelizmente tornou-se numa plataforma de intolerância e de algumas manifestações de racismo”, anunciou o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros israelita, Yigal Palmor. No dia em que se comemoram os 66 anos da revolta do Gueto de Varsóvia, países como os Estados Unidos e Israel pedem que a declaração final da conferência contenha uma condenação forte ao Holocausto e medidas de luta contra o anti-semitismo.