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Conferência da ONU sobre racismo dominada por ausências importantes

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Conferência da ONU sobre racismo dominada por ausências importantes

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A conferência das Nações Unidas sobre o racismo arranca esta segunda-feira em Genebra sob um clima de incerteza e boicote.

A presença do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad motivou a ausência de um grupo de países ocidentais que inclui os Estados Unidos a Austrália e a Holanda. A Alemanha anunciou este domingo que não se faria representar e o Canadá e Israel há meses que diziam que não estariam presentes. A presença do chefe de Estado iraniano, que por diversas vezes negou o Holocausto e defendeu a destruição de Israel, é inadmissível para alguns: “Acho que é extremamente lamentável que este representante do regime Ayatollah seja tratado como se ele de facto se preocupasse com os direitos humanos. O facto de ele se ir dirigir à conferência é, em si mesmo, uma paródia muito triste do que esta conferência devia ser”, afirmou Yigal Palmor, porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros israelita. As divergências resultantes da última conferência do género, promovida pela ONU em Durban há oito anos, continuam bem presentes. As Nações Unidas tentam desvalorizar. “Há pelo menos outros 185 Estados membros das Nações Unidas que, tanto quanto sabemos, ainda estão nesta conferência. O racismo é um problema que afecta todos os países, em toda a parte, milhões de pessoas, muitos grupos diferentes. É uma pena que uma ou duas questões tenham dominado completamente a agenda, pelo menos da perspectiva de certos países” declarou Rupert Colville, responsável da ONU. O anti-semitismo e o tratamento dos palestinianos por parte de Israel continua a dividir os membros da ONU. Os israelitas e respectivos aliados abandonaram a conferência de 2001 depois de os Estados Árabes terem proposto definir sionismo como racismo.