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Embargo a Cuba divide participantes na Cimeira das Américas

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Embargo a Cuba divide participantes na Cimeira das Américas

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Sem consenso e com um grupo de líderes em total desorientação é a imagem final da Cimeira das Américas que terminou este domingo no Porto de Espanha, capital da Republica de Trindade e Tobago.

Pela primeira vez na história do encontro os países participantes não apresentaram uma declaração final, uma vez que a mesma não teve o acordo do conjunto dos 34 países Mesmo assim optimismo nao faltou ao presidente norte americano que no seu último discurso falou de Cuba e das relaçoes que Washington irá tentar manter com com o regime castrista. “O facto de que Raul Castro concorda que os nossos governos conversem quer dizer que vamos falar não só do embargo mas também de direitos humanos e politica de prisioneiros e isso é um verdadeiro sinal de progresso.”, disse Barack Obama. Muitos países da Esquerda radical, incitados pelo presidente venezuelano Hugo Chávez, tinham considerado «inaceitável» a declaração final, que mantinha o impasse sobre o embargo norte-americano a Cuba. Desde 1994, que a Cimeira das América reunia o consenso dos chefes de Estado e Governo na declaração final. A ilha de Cuba, que está fora da Organização dos Estados Americanos desde 1962, ano em que entrou em vigor o embargo norte-americano, não foi convidada para participar na Cimeira. Hugo Chavez declarou que assistiu ao que “era impensável ha alguns anos. O governo dos Estados Unidos muda de direcção”. O presidente venezuelano, anunciou que Roy Chaderton será o novo embaixador da Venezuela nos Estados Unidos, o regresso de um representante diplomático aos Estados Unidos, sete meses depois de ter sido retirado por Hugo Chavez devido às tensas relações com a antiga admnistração.