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22 países da UE ficam na conferência sobre racismo

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22 países da UE ficam na conferência sobre racismo

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22 países da União Europeia decidiram permanecer na conferência da ONU sobre o racismo que decorre esta semana em Genebra.

Dos 23 que enviaram delegações, só a República Checa decidiu abandonar definitivamente o encontro, após as polémicas declarações do presidente iraniano contra Israel. Alemanha, Itália, Polónia e Holanda boicotoram desde o início a conferência, temendo o que acabou por acontecer. Num discurso que durou meia-hora, Mahmoud Amadinejad voltou a tecer comentários anti-semitas, acusando os aliados de terem contribuido para criar um governo racista na Palestina ocupada. Os representantes dos países europeus abandonaram a sala. No exterior da conferência, manifestantes receberam o chefe de estado iraniano gritando vergonha, vergonha. No Irão, a imprensa conservadora aplaudiu o discurso de Ahmadinejad, a reformista qualificou-o como “controverso”. Um cidadão iraniano aprova as ideias do presidente: “As declarações de Ahmadinejad são as da nação iraniana. Israel e os sionistas deram mostras da sua natureza racista em Gaza, na Palestina, em Sabra e Shatila e em muitos outros lugares. No fundo são contra o Islão”. Na sexta-feira, os países que participam na conferência deverão adoptar uma declaração final que menciona o Holocausto, o antisemitismo, a discriminação, os direitos das mulheres, a liberdade de expressão, as pessoas infectadas com HIV e os deficientes mas não menciona a questão dos homosexuais.