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Ahmadinejad desencadeia tempestade em Genebra

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Ahmadinejad desencadeia tempestade em Genebra

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“Vergonha” – foi deste modo que o discurso do presidente do Irão, Mahmoud Ahjmadinejad, proferido na conferência sobre racismo das Nações Unidas, foi qualificado, não só por simples manifestantes mas também por dirigentes internacionais, em especial da Europa.

Ahjmadinejad chamou Israel de nação racista. Elie Wiesel, escritor judeu, prémio Nobel da paz de 1986: “Ele viola direitos humanos, ele professa ódio e por isso devia ser preso pelo TPI por incitamento ao genocídio. É um crime contra a humanidade.” No seu discurso, Ahmadinejad criticou o que chama de implementação de “um governo racista” no Médio Oriente depois de 1945. Uma clara alusão a Israel que levou os delegados da União Europeia a abandonarem em bloco a sala da conferência em Genebra. A República Checa , presidente em exercício da União Europeia, decidiu não voltar à conferência. Quanto às outras nações, presentes no evento, vão continuar. “Deixámos a sala, não quer dizer que abandonamos a conferência. Apenas significa que não toleramos discursos racistas”, referiu o ministro francês dos negócios estrangeiros, Bernard Kouchner. Face ao receio de um episódio como este, os Estados Unidos, o Canadá, a Polónia, a Holanda a Alemanha e a Itália já tinham recusado participar na conferência.