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Entre aclamação e condenação

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Entre aclamação e condenação

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O presidente iraniano foi recebido como um herói em Teerão. A viagem de Mahmoud Ahmedinejad à Suíça parece ter cumprido os seus objectivos de política interna. Em Junho realizam-se eleições presidenciais no Irão e o chefe de Estado encontra-se em dificuldades para renovar o mandato.

O antigo guarda da revolução não enjeitou a oportunidade que lhe foi oferecida na abertura dos trabalhos da conferência da ONU sobre o racismo, que se realiza no Palácio das Nações, em Genebra. Mas se as palavras de Mahmoud Ahmedinejad foram aclamadas por uma parte da sociedade iraniana elas voltaram a provocar a indignação generalizada. O prémio Nobel da Paz, Elie Wiesel, sobrevivente do campos de extermínio de Auschwitz e Buchenwald, acusou o presidente iraniano de “querer ser ainda melhor que Hitler [pois] Hitler não conseguiu exterminar o povo judeu.” Não obstante o discurso de Ahmedinejad, a reunião da ONU prosseguiu esta terça-feira. Com excepção da República checa, os delegados europeus regressaram à sala e contribuiram para a aprovação por unanimidade da declaração final da conferência Durban II.