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Festival de Copenhaga com 185 filmes

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Festival de Copenhaga com 185 filmes

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Desfile de estrelas, na abertura do Festival Nacional de Cinema da Dinamarca e um programa repleto – 185 novos filmes, alguns a prometerem controvérsia.

O festival tem uma secção destinada aos debutantes, é o Grande Prémio Novos Talentos, com 12 originais a concurso. Um sucesso, como explica o durector: “Desde que dedicamos uma competição a primeiras obras, definitivamente, o nosso objectivo é começar a encontrar talentos que, de outra forma, não teriam reconhecimento. E, com um prémio de 50 mil euros, podemos dar-lhes um forte impulso na direcção certa, para o futuro desenvolvimento do seu talento”. A inuaguração do Festival de Cinema de Copenhaga ficou marcada pela comédia. Richard Curtis, celebrizado pela sua obra, “Quatro Casamentos e um Funeral”, foi um dos convidados: “Eu penso muitas vezes que os festivais de cinema mostram muitos filmes tristes. Também muitos filmes que pretendem dizer que o mundo é um sítio horrível. Mas eu penso que é um lugar maravilhoso, e penso que deve haver mais filmes que dizem como o mundo é delicioso, divertido, excitante – talvez gente estúpida! – mas eu estou muito orgulhoso por estar na inauguração do festival, com um filme feliz”. O filme recupera o ano de 1966 e uma história autêntica, da primeira estação pirata de rádio. Londres tinha um balanço mais sincopado e a música britânico começava a liderar um movimento que se alargava ao mundo inteiro. Mas a rádio nacional, a BBC, limitava a passagem de rock a duas escassas horas, por semana. Surgiu então a Rádio Rock, que emitia a partir de águas internacionais do Mar do Norte. Vinte e quatro horas de rock por dia, sete dias por semana. Mas há ainda estreia de um documentário, na actualidade cenimatográfica. Tanta vezes discrito como a pior das criaturaa, Mike Tyson pisou a carpete vermelha, em Los Angeles, para ver a estreia de um documentário que o retrata. Um filme com um objectivo, explicado pelo realizador, James Tobaco: “Queremos mostrar ao mundo a fascinante e complexa figura em todo o seu verdadeiro fascínio, o interior da sua vida, o seu pensammento a sua personalidade multicolorida. Isto não significa racialismo. Uma multicolorida personalidade que tem sofrido e prevalecido. É uma grande história humana, uma trágica história humana”. A história de um dos mais célebres pugilistas, agora na tela. A vida nas ruas de Brooklyn, as controvérsias, as polémicas, o mundo impenetrável do box, as fortunas e a fama. Um filme que, neste momento percorre o périplo dos festivais.