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Israel comemora Shoa em plena polémica sobre as declarações anti-semitistas do presidente iraniano

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Israel comemora Shoa em plena polémica sobre as declarações anti-semitistas do presidente iraniano

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A “Marcha dos Vivos” em Auschwitz é um dos pontos altos da celebração da Shoa, o dia que marca o assassínio de seis milhões de judeus durante a Segunda Guerra Mundial.

Celebrações que, este ano, se iniciaram, por ironia, no dia em que se assinalam os 120 anos do nascimento de Adolf Hitler, o mentor da “solução final” que visava erradicar da terra o povo judeu. Em Israel, vivem mais de 230 mil sobreviventes do Holocausto. Como é tradição, neste dia, as sirenes ecoaram em todo o país. A população interrompeu os seus afazeres para fazer dois minutos de silêncio em memória das vítimas do Holocausto. Em Jerusalém, no memorial de Yad Vashem, o presidente Shimon Peres abriu as comemorações oficiais, dedicadas este ano às crianças que morreram nas mãos dos Nazis. Na ocasião, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que “o antisemitismo é um fenómeno histórico antigo” que não desapareceu após as “atrocidades da Shoa”, em alusão às declarações do presidente iraniano que ontem voltou a criticar a criação do Estado de Israel.