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Paz à vista no Sri Lanka?

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Paz à vista no Sri Lanka?

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A etnia tamil é mais relevante no norte do Sri Lanka e representa 30 por cento da população, face a 75 por cento de cingaleses..

Em 1972, os Tigres de Libertação Tamil pegaram nas armas e deram início a um conflito que já causou a morte de 70 mil pessoas. Seguem a ideologia marxista-leninista para defender o direito à autodeterminação e à criação de um Estado no nordeste do país. Actualmente estão encurralados numa pequena zona cercada pelo exército cingalês. No entanto, são tidos como os guerrilheiros mais eficientes do mundo. A estrutura da guerrilha tem mesmo unidades navais e aéreas, e até submarinos. Em áreas sob controle tamil, gerem uma administração paralela com polícia, justiça e com um sistema de saúde próprios. Os Tigres Tamil são autores de importantes ataques contra personalidades do Sri Lanka, mas o assassinato de Rajiv Gandhi, primeiro-ministro indiano, em 1991, valeu-lhes a colocação do nome na lista das organizações terroristas em 32 países. Nesta guerra civil da antiga ilha de Ceilão, os Tamil foram os primeiros guerrilheiros a utilizar bombistas suicidas como meio de acção. Em 20 de Fevereiro, o exército do Sri Lanka neutralizou dois aviões kamikazes tamil, carregados de bombas, que visavam a sede da Força Aérea regular. Há dois anos e meio, os tigres tamil ocupavam 15 mil quilômetros quadrados do território do Sri Lanka, a amarelo no mapa, área que reclamam para a criação do Estado Tamil. Mas hoje, apenas detem uma pequena bolsa de resistência no norte do país. Em 2005, os ventos deixaram de ser favoráveis para os rebeldes. A eleição de Mahinda Rajapakse, como chefe de Estado mudou tudo. O novo presidente pôs de parte qualquer negociação e prometeu esmagar a rebelião, dando, pela primira vez, carta branca ao exército para actuar no terreno. Particularmente ajudado pela deserção de um ex-coronel dos tigres, que forneceu informações valiosas, o exército conseguiu recuperar uma grande parte do território rebelde.