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Ahmadinejad acusa Israel de limpeza étnica contra os palestinianos

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Ahmadinejad acusa Israel de limpeza étnica contra os palestinianos

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Mahmud Ahmadinejad volta a apontar o dedo a Israel. Em Teerão, perante centenas de juristas do mundo arabo-muçulmano, no quadro de uma conferência sobre “genocídio e crimes de guerra” na Faixa de Gaza, o presidente iraniano denunciou, esta manhã, o que considera serem “actos de crueldade” e “limpeza étnica” levados a cabo pelo Estado israelita contra os palestinianos.

Ahmadinejad referiu em seguida que os “criminosos israelitas devem pagar pelas suas brutalidades” e que Teerão pediu à Interpol a emissão de mandados de captura para 25 “criminosos de guerra sionistas” Estas declarações são proferidas apenas dois dias após um discurso do chefe de Estado iraniano na Conferência das Nações Unidas contra o Racismo, em Genebra. Nesse mesmo discurso, Ahmadinejad qualificou o Estado de Israel “de regime racista mais cruel e mais repressivo”. No seguimento destas declarações, os representantes dos Estados da União Europeia presentes na conferência abandonaram a sala. Antecipando um discurso essencialmente anti-semita do presidente, vários países, entre eles os Estados Unidos, a Alemanha e Israel, decidiram não participar na conferência da ONU sobre o racismo. As declarações de Ahmadinejad foram alvo dos protestos dos delegados europeus e dos aplausos dos representantes do mundo arabo-muçulmano.