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Declarações de Ahmadinejad sobre Israel dividem Europa

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Declarações de Ahmadinejad sobre Israel dividem Europa

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Os recentes ataques de Mahmud Ahmadinejad contra Israel não só foram alvo de duras críticas por parte do mundo ocidental como estão a dividir a União Europeia.

Em causa estão as declarações proferidas na segunda-feira pelo chefe de Estado iraniano na Conferência das Nações Unidas contra o Racismo, em Genebra, nas quais qualificou o Estado de Israel “de regime racista mais cruel e mais repressivo”. Estas declarações fizeram com que os representantes dos Estados membros abandonassem a sala. Países como a Alemanha, a Itália, ou a Holanda nem sequer marcaram presença na conferência, uma posição criticada por Louis Michel. O comissário para o Desenvolvimento e Ajuda Humanitária lamentou que alguns países europeus “não tenham vindo à conferência, mesmo sem conhecerem a declaração final”. Louis Michel qualificou de errada a posição da República Checa, que assume a presidência rotativa da UE, que abandonou a sala durante o discurso de Ahmadinejad e não mais regressou à conferência. Esta quarta-feira, em Teerão, perante centenas de juristas do mundo arabo-muçulmano, no quadro de uma conferência sobre “genocídio e crimes de guerra” na Faixa de Gaza, o presidente iraniano denunciou o que considera serem “actos de crueldade” e “limpeza étnica” levados a cabo pelo Estado israelita contra os palestinianos. Ahmadinejad referiu em seguida que os “criminosos israelitas devem pagar pelas suas brutalidades” e que Teerão pediu à Interpol a emissão de mandados de captura para 25 “criminosos de guerra sionistas”