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A Islândia sonha com o euro

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A Islândia sonha com o euro

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A Islândia vai amanhã às urnas, eleições legislativas precipitadas pela crise mais grave da sua história recente.

Os islandeses dividem-se perante a possibilidade de uma adesão do país à União europeia. No governo são os Verdes que se opõem mas dizem-se prontos a dialogar após o escrutínio. Uma sondagem divulgada esta semana confere aos sociais-democratas 29,2 por cento dos votos e o seu aliado na actual coligação, o movimento Esquerda-Verdes 27,2 por cento. Os dois partidos formaram um governo interino, liderado pela primeira-ministra Johanna Sigurdardottir, depois dos conservadores terem sido afastados no final de Janeiro, na sequência de meses de protestos e manifestações inéditas nesta ilha de 320 mil habitantes. A actual chefe do governo não esconde que a prioridade do seu executivo caso vença as eleições é fazer parte da União Europeia e aderir ao euro e revela que as negociações têm mostrado “uma clara oportunidade de a Islândia ser membro da UE”. Seis meses passados desde o colapso da banca, a Islândia viu a sua moeda, a coroa, ser desvalorizada para mais de metade, a inflação subir para 15 por cento e o desemprego aumentar de 1 para 9 por cento. O país que há um ano liderava o índice de desenvolvimento humano do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento é agora apontado como o exemplo desastroso de uma política neoliberal e numa das principais vítimas da crise financeira mundial, tendo de receber ajudas de 6 mil milhões de dólares do Fundo Monetário Internacional.