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Erevan suaviza discurso em relação a Ancara

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Erevan suaviza discurso em relação a Ancara

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Cerimónias e vigílias marcaram o dia em Erevan, a capital da Arménia, para assinalarem o aniversário do genocídio de 1915 a 1917 decorrido sob o império Otomano. O presidente Serge Sargasian declarou que “os crimes não são esquecidos pelo povo” e agradeceu aos países que apoiam esta causa. Sargasian repetiu que “o processo de reconhecimento do genocído por parte de Ancara não aponta contra o povo turco e não é uma condição para o reatamento de relações diplomáticas com a Turquia”. Os dois países aceitaram normalizar as relações após quase um século de hostilidades, uma decisão que pode melhorar o diálogo da Turquia com a União Europeia e os Estados Unidos.

Arménia, um país de 3,2 milhões de habitantes de religião cristã ortodoxa não têm representante diplomático na Turquia desde 1993. Os arménios estimam que 1,5 milhões dos seus concidadãos foram mortos pelas forças do Império Otomano durante as deportações forçadas de 1915 a 1917. O Parlamento Europeu reconheceu o genocídio em 1987, numa iniciativa que foi seguida pelo Canadá e, em 2001, pela França.