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Manuscrito de Flaubert na net

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Manuscrito de Flaubert na net

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O manuscrito do romance, “Madame Bovary”, do escritor Gustave Flaubert, está integralmente disponível na internet, 150 anos depois de ter sido escrito.

Estende-se por 4500 páginas que deram muito trabalho, até ficaram legíveis. A tarefa ocupou mais de 650 voluntários. Danielle Girard dirigiu o núcleo duro desta legião: “Muitos professores do secundário, investigadores do superior, gente da literatura – todo o mundo, por exemplo, a minha empregada doméstica que é uma mulher magnífica e luminosa, quando me viu trabalhar, disse que também o queria fazer”. Foram seis anos de trabalho, nestes milhões de letras. Um trabalho que não estará isento de erros. Mas os visitantes do site podem sugerir correcções e comparar o original, com a transcrição. “A partir de hoje, o site está aberto a todos, um site dedicado a uma obra vasta, que tem a colaboração de especialistas em Flaubert, como investigadores e até estudantes liceais. Mas os liceais comportaram-se muito bem, como um autor que cria o seu romance de raiz, dos primeiros originais, até à versão final”, diz o editor Vicent Viallefond. A Biblioteca Municipal e o Centro Flaubert da Universidade de Rouen conceberam e concretizaram, este projecto. Aí está um filme, pleno de boas intenções, mas capaz de provocar polémica. Chama-se “Calendário de Raparigas”. Várias mulheres deixam-se filmar, nuas, por altruísmo. A receita vai financiar as investigações, para se encontrar uma cura para a leucemia. Já estreou em Inglaterra