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Memorandos sobre tortura dividem classe política norte-americana

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Memorandos sobre tortura dividem classe política norte-americana

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Ao autorizar a divulgação dos memorandos da administração Bush sobre a utilização de práticas de tortura durante os interrogatórios do pós-11 de Setembro, Barack Obama abriu uma verdadeira caixa de Pandora.

As pressões provenientes dos dois campos políticos não param. Nancy Pelosi, a democrata presidente da Câmara dos Representantes, defendeu “a criação de uma comissão da verdade. A questão é se deve haver ou não imunidade. Eu não acho que deva haver imunidade total. Devemos analisar caso a caso”, conclui. Um relatório publicado pela comissão dos Serviços Secretos do Senado, acusa alguns altos responsáveis da administração Bush, como Condoleezza Rice ou Dick Cheney de terem autorizado a tortura durante os interrogatórios. Para o líder da minoria republicana, estes documentos dão uma “má imagem dos agentes secretos norte-americanos no mundo inteiro” e acrescenta que não sabe até que ponto é que isso vai tornar a América mais segura. John Boehner conclui que estes documentos “só dão a conhecer uma pequena parte de toda a história.” Sobre a possibilidade de encetar processos judiciais, Barack Obama considerou inapropriado julgar os agentes da CIA que terão conduzido os interrogatórios, por terem agido na presunção da legalidade que lhes era transmitida por juristas da administração Bush. Obama proibiu o recurso a estes métodos dois dias depois de tomar posse.