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Esquerda deverá ser a grande vencedora das eleições legislativas deste sábado na Islândia

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Esquerda deverá ser a grande vencedora das eleições legislativas deste sábado na Islândia

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Mais de duzentos mil eleitores elegem os sessenta e três deputados do parlamento da ilha do Atlântico Norte.

Os Social-democratas associados aos verdes governaram interinamente, e em minoria, nos últimos meses. Agora podem assumir, de facto, a liderança. Johanna Sigurdardottir acredita que teve os ventos a seu favor nesta campanha eleitoral. E que as pessoas querem a prevalência política da social-democracia, ou seja, as soluções por eles oferecidas. A A actual primeira-ministra interina remata dizendo que chegou a altura de arrumar o neo-liberalismo e de abrir um forte governo de esquerda. Os conservadores, que estão no poder há vinte anos, aparecem, nas sondagens, como terceira força. O Presidente, Bjarni Benediktsson, assumiu a derrota dizendo que é claro, há já alguns meses, que vão perder lugares. Acrescenta que esta foi uma batalha defensiva mas que o seu partido continua a ser forte e que, no futuro, vai recuperar aquilo que agora perdeu. As eleições na Islândia foram precipitadas pela crise financeira mais grave da história recente. O Partido da Independência é visto como o responsável pelo desastre económico. O país passou de líder do índice de desenvolvimento humano da ONU para uma taxa de desemprego de 9%, a inflação subiu 15%, e todo o sistema bancário colapsou. O novo governo de esquerda vai apostar numa mudança radical. A adesão à UE e à moeda única é uma das prioridades do novo executivo. A outra grande novidade é a aposta no turismo.