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Acerto de contas entre os islandeses e os seus governantes

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Acerto de contas entre os islandeses e os seus governantes

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Sete meses depois do colapso económico que deixou a Islândia à beira da falência o país vira à esquerda. Johanna Sigurdardottir, a popular chefe do governo interino, de 66 anos, quer passar de imediato à acção e confirmou que a prioridade do seu executuivo será pedir de imediato a adesão do país à União europeia e ao euro.

Os sociais-democratas e da Esquerda-Verde renovam a coligação que em Fevereiro substituiu o Governo conservador de Geir Haarde. Com mais de 80% dos votos contados a coligação conquistou 34 assentos dos 63 existentes no parlamento. “Este resultado mostra que os islandeses estão de acordo com a nossa visão para o futuro e com o nosso palno para adesão à união e ao euro” disse a chefe do governo. A primeira-ministra quer restaurar a credibilidade do país e revitalizar a economia, apesar das restrições impostas pelo FMI. Os sociais-democratas e da Esquerda-Verde renovam a coligação que em Fevereiro substituiu o Governo conservador de Geir Haarde Mas os dois partidos parecem divididos sobre a eventual adesão à União Europeia, apontada como panaceia para a crise. No campo dos liberais o ambiente é de reflexão. No topo dos índices de desenvolvimento e com um elevado rendimento per capita, a Islândia foi o primeiro país a sofrer as consequências da crise financeira mundial que no final de 2008, obrigou à nacionalização dos seus três maiores bancos. O colapso confirmou-se com o a subida da taxa de desemprego e a desvalorização da coroa.