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Economia mexicana afectada pelas medidas contra o vírus da gripe

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Economia mexicana afectada pelas medidas contra o vírus da gripe

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Os restaurantes desertos espelham a imagem da economia mexicana, forçada a trabalhar “ao ralenti” para permitir a luta contra a propagação do vírus.

Na capital do México, os museus, os teatros e até os tribunais, fecharam as portas, e algumas empresas pediram aos empregados para ficarem em casa, depois do alerta do presidente da Câmara da Cidade do México, Marcelo Ebrard: “Sem suspender a actividade económica, vamos convidar as empresas da cidade a reduzir a actividade ao máximo. Estamos no momento crítico, esta semana vai ser crítica.” As escolas encerram até ao dia 6 de Maio, o que provoca maior queda no consumo dos mexicanos. Milhares de cidadãos, fechados em casa, deixaram vazios os estádios, as lojas, restaurantes e cinemas durante o fim de semana nesta metrópole de 20 milhões de habitantes. A epidemia da gripe suína na apareceu num dos piores momentos do México, afectado pela violência das lutas dos poderosos cartéis do narcotráfico – que fez cerca mais de 7 mil mortos no último ano, até Fevereiro – e com a economia afectada pelos efeitos da crise global. Este ano, o PIB mexicano vai sofrer uma contracção de 4,5 por cento; o impacto da gripe suína junta-lhe 0,6% de contracção. Sinal de uma economia em queda, as vendas a retalho caíram 8,6 por cento no mês de Fevereiro. Se a epidemia perdura vai afectar, principalmente, o sector dos serviços, que representa 60 por cento da economia mexicana. Na primeira linha, o turismo, que, apesar da crise financeira tem sido um sector muito estável. O México é um dos principais destinos turísticos mundiais. Em 2008, os turistas gastaram 10 mil milhões de euros nas praias e nas cidades coloniais. O comissário europeu da Saúde instou os europeus a adiarem todas as viagens não essenciais para as regiões dos EUA e México afectadas pela epidemia e as operadores turísticas da Alemanha e do Japão já cancelaram os voos que haviam fretado com destino ao México. Uma interdição nas viagens para o país pode vir custar 1 por cento ao PIB .