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Gripe suína: México rejeita fechar fronteiras

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Gripe suína: México rejeita fechar fronteiras

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A América do Norte encontra-se em alerta máximo face ao risco de uma pandemia de gripe suína, num momento em que o surto do vírus contagiou mais de 200 pessoas, no México, Estados Unidos e Canadá.

As autoridades norte-americanas emitiram hoje um alerta aos viajantes para que evitem deslocações ao México, tendo cancelado a atribuição de vistos no país. Washington iniciou entretanto a distribuição de 11 milhões de doses de medicamentos antivirais nos cinco estados onde se registaram mais de duas dezenas de casos confirmados de infecção. No aeroporto de Los Angeles, um viajante afirma que, “todos os passageiros mostram-se mais cautelosos, utilizando as máscaras mesmo dentro do avião. É uma imagem bizarra para quem chega de fora e vê esta gente toda com máscaras”. A título preventivo e no quadro do alerta de emergência sanitária, emitido ontem, as escolas foram encerradas no Texas e na Califórnia. Em Nova Iorque, um foco do vírus contagiou 20 alunos numa escola do bairro de Queens onde mais de 100 permanecem em observação. No México onde, desde o início de Março mais de 140 pessoas morreram de gripe, as autoridades estenderam o estado de emergência a todo o país, com o encerramento de escolas e edifícios públicos. Depois de uma reunião de emergência, o governo rejeitou fechar as fronteiras, sublinhando a redução do número de novos casos nos últimos dias. A Cruz Vermelha criou uma célula para seguir a expansão do vírus no continente americano, num momento em que a Colombia afirma ter detectado 12 casos suspeitos. O governador do estado mexicano de Vera Cruz desmentiu ontem as informações que apontam as explorações agropecuárias locais como estando na origem do surto de gripe. Desde o ano passado, uma pessoa morreu e outras 500 pessoas tinham sido hospitalizadas na região com sintomas de pneumonia.