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México revê em baixa saldo de mortes por gripe suína

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México revê em baixa saldo de mortes por gripe suína

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Depois do alerta sanitário, o risco de uma pandemia de gripe mexicana começa a levantar algumas dúvidas no México e Estados Unidos.

A Califórnia tinha declarado ontem o estado de emergência sanitária depois de duas mortes suspeitas. Após as primeiras análises, as autoridades locais rejeitaram uma relação entre os falecimentos e o vírus H1N1. A Organização Mundial de Saúde não descarta, no entanto, a possibilidade de elevar o alerta sanitário para o nível 5, caso seja detectado um surto local do vírus. O presidente norte-americano, Barack Obama, pediu ontem ao Congresso que desbloqueie 1,5 mil milhões de dólares para reforçar os meios para combater a propagação da doença. A responsável do departamento de saúde, afirmou que, “o país tem de estar preparado para um agravamento da situação a longo prazo”. A América do Norte é para já a zona mais atingida com quase cem casos confirmados da doença, no México, Estados Unidos e Canadá. Israel, Nova Zelândia e Costa Rica juntaram-se ontem à lista, enquanto mais de uma centena de casos suspeitos foram registados na Europa e Oceania. Em Portugal, uma criança encontra-se sob vigilância médica, no Norte do país, com sintomas de gripe, após uma viagem recente aos Estados Unidos. No México, o governo reviu em baixa o saldo inicial de mortes, de 20 para apenas 7 vítimas. Desde o início de Abril, 159 pessoas morreram no país infectadas por várias estirpes do vírus da gripe. O governo recusa-se a encerrar as fronteiras, mas países como Argentina e Cuba já suspenderam as ligações aéreas com o México. Na capital deserta, os habitantes afluem em massa aos supermercados para armazenar víveres, uma residente compara a situação, “a um cenário de guerra”. O governo mexicano ordenou ontem o encerramento dos museus, mas também cafés, bares e restaurantes, depois de ter fechado escolas e edifícios públicos até 5 de Maio. Uma medida rejeitada pelo sector da restauração, autorizado a vender apenas comida para fora. Os profissionais temem prejuízos de mais de 75 milhões de dólares, num momento em que a actividade económica do país regista a maior quebra da última década.