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Obama: 100 dias de mandato

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Obama: 100 dias de mandato

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A prioridade desde que chegou ao poder foi fazer face à pior recessão dos Estados Unidos desde 1930. O novo presidente herdou uma situação catastrófica: queda do PIB, aumento do desemprego e um défice orçamental record. A 17 de Fevereiro, Obama assinou um plano de resgate no valor de 787 mil milhões de dólares distribuidos em três anos.

“O acto de recuperação e reinvestimento americano, assinado agora, resume os princípios já enunciados no passado mês de Janeiro, e é o mais vasto plano de recuperação económica da história americana”. 286 mil milhões de dólares são destinados a reduções fiscais para relançar o consumo, o resto está consagrado ao investimento, e os efeitos vão sentir-se a longo prazo. Dois meses e meio depois, apesar da economia não ter melhorado verdadeiramente, os norte-americanos não perderam a confiança, como assegura a artista californiana Joicie Dungca: “O plano para relançar a economia parece, realmente, muito positivo.Sei que tem muitos detractores, mas há que esperar para ver como evolui”. 63 por cento de americanos aprovam a gestão de Obama, mas alguns não esquecem as promessas que fez durante a campanha, como afirma um nova-iorquino: “Gostava que ele fizesse mais pela Saúde e que tivesse mais iniciativas para melhorar a imagem a nível global, mas à margem disso, só passaram 90, 100 dias, ainda é muito cedo. “ Obama herdou também duas guerras, no Iraque e no Afeganistão. Em ruptura com o antecessor, anunciou uma política de abordagem que integra globalmente o Afeganistão e o Paquistão como alvo da Al Qaeda. E quanto ao Iraque, a agenda para a retirada dos militares norte-americanos, anunciada por Obama, foi estabelecida, em grande parte, durante o governo de George W. Bush. O que Obama anunciou no segundo mês do mandato foi o fim da missão de combate: “Deixem-me explicar com a maior clareza possível: no dia 31 de Agosto de 2010 a missão no Iraque vai estar terminada. “ Mas o gesto mais simbólico da ruptura com Bush foi a ordem de encerramento da prisão de Guantânamo dentro de um ano, apenas uns dias depois da tomada de posse. Falta saber como e o que vai fazer com os 240 detidos, entre os quais, os 60 que podem ser enviados para países de acolhimento – Portugal foi o primeiro país a manifestar essa disposição. Em política externa, Obama mostra uma grande diferença de estilo e adoptou um tom de humildade ao estender a mãos aos inimigos tradicionais. A Casa Branca apura a diplomacia para tentar resolver os conflitos…mas passaram apenas 100 dias …é pouco para esperar ver resultados.