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Cinco anos depois do Grande Alargamento da UE

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Cinco anos depois do Grande Alargamento da UE

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Foi há cinco anos que a União Europeia recebeu 10 novos Estados membros. Com júbilo, pompa e circunstância, 10 países, oito dos quais oriundo do antigo Bloco de Leste, entravam na Europa, 14 anos depois da queda do Muro de Berlim. Foi a 1 de Maio de 2004.

Dois anos e meio depois – a 1 de Janeiro de 2007 – Roménia e Bulgária juntavam-se ao grupo. O alargamento representou um aumento de 26% da população e de 34% do território, e transformou a Europa numa união de quase 500 milhões de pessoas. Apesar dos receios dos mais cépticos, os antigos Quinze não foram invadidos pela mão-de-obra dos novos Estados membros. Pouco a pouco foram caindo as barreiras e, actualmente, a Alemanha e a Áustria são os únicos Estados membros a manterem restrições à entrada de trabalhadores de Leste. Sob pretexto da crise actual, Berlim e Viena anunciaram a sua intenção de manter as restrições até 2011, última data possível. Olli Rehn, o comissário para o Alargamento, que participava numa conferência, em Praga, descarta falsas desculpas: “Podemos combater a recessão económica sem fazer do alargamento da União Europeia o bode expiatório de um problema que ele não criou.” Alargamento que, para já, no que toca ao futuro, está comprometido. França e Alemanha já avisaram que, sem Tratado de Lisboa, não haverá mais adesões. Daí que a Europa esteja de olhos postos no Senado checo, que deverá votar o futuro do Tratado no próximo dia 6 de Maio.