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Irão e Cuba fazem frente comum contra relatório norte-americano sobre terrorismo

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Irão e Cuba fazem frente comum contra relatório norte-americano sobre terrorismo

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A al-Qaida continua a ser a maior ameaça terrorista mundial. A conclusão é do relatório anual do departamento de Estado norte-americano, que aponta mesmo assim para uma diminuição do número de ataques terroristas no mundo, à excepção do Paquistão.

A situação na Somália inquieta também Washington, tendo em conta a instabilidade que continua a reinar no Corno de África. Um terreno sem lei, propício para os grupos terroristas. Ronald Schlicher, responsável da direcção antiterrorista do Departamento de Estado, defende: “A Somália é um ponto que tem vindo a emergir no último ano. É um desafio significativo. O grupo al-Shabab é um grupo terrorista com ligações à al-Qaida. Como sabem tem vindo a reforçar o controlo em partes do centro e sul do país.” A lista negra países que apoiam o terrorismo ficou reduzida a quatro: Irão, Síria, Cuba e Sudão. A Coreia do Norte foi retirada em Outubro. Washington continua a apontar o dedo, sobretudo, a Teerão, pelo apoio financeiro e logístico a grupos como o Hamas, o Hezbollah, os radicais no Iraque e os talibãs no Afeganistão. A reacção iraniana ao relatório não tardou. À margem de um encontro de Países Não-Alinhados, em Cuba, Manuchehr Mottaki, ministro dos Negócios Estrangeiros, disse que os Estados Unidos não têm legitimidade para fazer tais acusações, tendo em conta o que fizeram nas prisões de Abu Ghraib e Guantánamo. Cuba continua na lista negra devido à política de asilo a membros de grupos como a ETA ou as FARC. Havana reagiu, criticando a contradição no seio da administração americana nas últimas semanas em relação a Cuba.