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Vacina contra a gripe suína ainda está longe

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Vacina contra a gripe suína ainda está longe

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Os líderes políticos, a comunidade científica e os laboratórios continuam a procurar estratégias para conter uma eventual pandemia de gripe.

Nesta altura está aberto o debate em torno da designação da doença. Os mexicanos rejeitam a denominação “gripe mexicana” e os produtores de porcos insurgem-se contra o termo “suína”. Por seu lado, a Organização Mundial de Saúde quer mudar o nome do vírus para gripe A (H1N1) e os peritos médicos europeus buscam soluções em conjunto com os fabricantes de medicamentos. O Professor Angus Nicoll, membro do Programa Europeu para a Gripe afirma que “até agora ainda não foi tomada uma decisão para se começar a produzir uma vacina, porque a única forma de fazê-lo é parar de produzir a vacina sazonal, e até sabermos mais sobre a gravidade da doença essa decisão não pode ser tomada”, adiantou. Enquanto a hipótese de uma vacina parece estar longe de saír do papel, em alguns países como a Espanha, a corrida às farmácia continua. “Há pessoas que vêm à farmácia pedir duas, três caixas de Tamiflu. Eles querem armazená-lo em casa para prevenir. É inútil. Não é um profiláctico, é um tratamento”, revelou uma farmacêutica espanhola. O Governo espanhol anunciou que vai limitar a distribuição de Tamiflu a centros médicos e hospitais para evitar uma onda de auto-medicação. Entretanto, inquiridos pela OMS, os laboratórios Roche garantiram ter capacidade para responder a uma eventual necessidade de reforçar stocks.