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Candidatos extremistas ao Parlamento Europeu provocam polémica

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Candidatos extremistas ao Parlamento Europeu provocam polémica

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A polémica começou em França, com a pergunta: “Que fazer face aos candidatos extremistas?” Dieudonné, um humorista francês, decidiu apresentar listas para as eleições europeias de Junho. Pequeno senão: as suas listas, que contam com dissidente da Frente Nacional, o partido de extrema-direira, são assumidamente anti-sionistas.

Provocar a “raiva racial” é proibido por lei, em França. O governo de Paris questiona-se agora se o programa político de Dieudonné entra ou não neste quadro. “O assunto é interessante, incluindo do ponto de vista jurídico. As listas de Dieudonné e o seu programa político baseiam-se exclusivamente no anti-semitismo. Será que a França, os franceses vão participar no financiamento de listas que professam este tipo de atitudes durante a campanha para as europeias?”, interroga-se Claude Guéant, secretárip-geral do Eliseu. O governo, quer pois, interditar estas listas. Dieudonné, que deverá comparecer em tribunal, acusado de “injúrias raciais” proferidas durante os seus espectáculos, diz que é impossível proibir as suas listas. A oposição socialista contesta a posição do governo e diz que a manobra pode ser contraproducente. “Não há melhor maneira de fazer com que, amanhã, Dieudonné seja popular, e que, eventualmente, se as suas listas se mantiverem, tenham resultados importantes, do que esta publicidade toda”, lamenta Benoît Hamon, porta-voz do Partido Socialista francês. Do anti-semitismo, em França, à islamofobia, que avança a passos largos, na Holanda. Geert Wilders, o líder do Partido, holandês, para a Liberdade, da direita populista, faz campanha contra o que chama a “eurábia”. E, segundo as sondagens, o seu partido pode triplicar os resultados nas eleições de Junho. Geert Wilders realizou um filme onde os versículos do Alcorão rimam com atentados terroristas. Quando o filme – Fitna – começou a ser proibido em vários países, a popularidade de Geert Wilders disparou na Holanda, onde se transformou num herói da liberdade de expressão.