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NATO deve mudar de estratégia para o Afeganistão

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NATO deve mudar de estratégia para o Afeganistão

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A NATO prepara-se para enfrentar um verão sangrento no Afeganistão. Os ataques terroristas aumentaram 73 por cento no primeiro trimestre de 2009 em relação ao mesmo período em 2008, segundo o relatório da NATO.

Nunca se vira nada assim desde a queda dos talibãs, em 2001. Nas próximas semanas, vão chegar 17 mil soldados americanos para reforçar o contingente no sul do país, bastião dos talibãs e da produção de ópio que os financia. E no fim de 2009, a NATO conta ter 130 mil soldados em solo afegão. Mas há dúvidas sob a eficácia da estratégia, como expressa o analista Greg Austin “NATO precisa de maior investimento no Afeganistão, é certo. Mas o maior investimento tem de ser feito nas áreas civis, tanto em logística militar como em serviços secretos. A ideia de destacar mais soldados para o terreno, infantaria apenas, para tentar resolver os problemas não vai resultar. O governo dos Estados Unidos está a estudar uma abordagem civil. A NATO também deve fazer uma abordagem nesse sentido”. O objectivo da Aliança Atlântica é garantir a segurança de mais de 90 por cento da população civil no sul para que as agências humanitárias possam trabalhar na reconstrução e no desenvolvimento. Um objectivo que está longe de cumprir, como se viu em Herat, no domingo: soldados italianos num posto de controlo da NATO atingiram mortalmente uma menina de 12 anos e feriram três outros membros da mesma família. Por outro lado há que redefinir prioridades: fazer a guerra contra os talibãs ou contra a Al Qaeda, que já se viu estar por todo o lado e menos onde os soldados a procuram. “Muitos norte-americanos gostavam de pensar que ao combater no Afeganistão continuam a combater a Al Qaeda, o que não é verdade. A Al Qaeda deixou o Afeganistão há muito tempo e não há razão para pensar que vai regressar, pode ir para todos os lugares no mundo antes de escolher regressar ao Afeganistão.” Uma tese que coloca em questão a estratégia da retirada americana do Iraque para reforçar o contingente militar da NATO no Afeganistão.