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A nova ofensiva de Obama no Afeganistão e Paquistão

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A nova ofensiva de Obama no Afeganistão e Paquistão

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A solução para a instabilidade no Afeganistão e Paquistão não passa apenas pelas armas. Distante da retórica anti-terrorista da era Bush, o presidente Barack Obama reuniu-se ontem em Washington com os líderes afegão e paquistanês, Hamid Karzai e Asif Ali Zardari.

Uma cimeira sóbria, onde a importância do combate aos talibã foi evocada ao mesmo nível que a luta contra a corrupção ou o diálogo com a oposição. “O futuro anuncia-se difícil, haverá mais violência e contratempos, mas quero deixar bem claro que os Estados Unidos se comprometeram a derrotar a Al-Qaida mas também a apoiar os governos democraticamente eleitos do Afeganistão e Paquistão. Este compromisso vamos respeitá-lo sem hesitações”, afirmou Obama. Uma mensagem endereçada também ao congresso norte-americano que discute um novo pacote de ajuda aos dois países orçado em 90 mil milhões de dólares, onde pela primeira, a maior fatia é dedicada à construção de infraestruturas ou ao reforço das instituições democráticas. Um objectivo ameaçado, no entanto, pela ofensiva dos Talibã das últimas semanas na fronteira entre o Paquistão e o Afeganistão, e manchado pelas baixas civis durante um bombardeamento norte-americano na província afegã de Farah. A secretária de Estado Hillary Clinton, tinha ontem pedido oficialmente desculpas pela acção que provocou mais de cem mortos, a maioria civis, durante um ataque a posições Talbã.