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Europa sem política social comum

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Europa sem política social comum

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Para fazer face às filas do centro de emprego, que vão aumentando, a União Europeia organizou uma mini-cimeira social. Inicialmente imaginada a Vinte e Sete, a reunião acabou por juntar apenas os parceiros sociais, a Comissão Europeia e a troika presidencial: a República Checa e a Suécia e a Espanha, que lhe vão suceder.

Em Praga, a Europa mostrou que, em matéria de política social, ainda há muito a fazer. Da reunião saiu, apenas, uma lista de dez acções concretas, para fazer face ao desemprego. No seu último dia enquanto primeiro-ministro – e, consequentemente, enquanto presidente em exercício da União, Mirek Topolanek acrescentou a sua receita pessoal: “Vou perder o meu cargo mas não perco o meu trabalho. Porque se quisermos trabalhar, arranjamos sempre trabalho. E este é um conselho para todos.” Para melhor a situação dos mais de oito milhões de desempregados, previstos para 2009 e 2010, é preciso mais do que humor. E talvez mesmo mais do que as medidas saída do encontro, como “manter as pessoas nos seus empregos” ou “melhorar a eficácia dos centros de emprego”.