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Parceria para o Leste é lançada com 600 milhões de euros

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Parceria para o Leste é lançada com 600 milhões de euros

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A Parceria para o Leste era uma das prioridades da presidência checa da União Europeia: ela foi lançada, finalmente, esta quinta-feira, em Praga.

O programa começa com um fundo de 600 milhões de euros. Uma verba bem-vinda, sobretudo em época de crise. O dinheiro destina-se à integração económica, a projectos energéticos e a promover a democracia – um bem escasso em países como a Bielorrússia, por exemplo. Ao reunir os Vinte e Sete e seis antigas repúblicas soviéticas, a Parceria para o Leste é mal vista pela Rússia, Moscovo considera-a uma ingerência da Europa na sua esfera de acção. De facto, se a Ucrânia ou mesmo a Geórgia, são extremamente próximas da União Europeia, o mesmo não se pode dizer da Bielorrússia, da Moldávia, do Azerbaijão ou da Arménia. São países com uma grande importância estratégica, em termos energéticos. Alguns, como o Azerbaijão, dispõem de importantes reservas de gás e de petróleo. Outros são países de trânsito da energia russa. Esta sexta-feira, também em Praga, realiza-se uma cimeira sobre a energia, para discutir sobretudo o gasoduto Nabuco, que ligará o mar Cáspio à Europa sem passar pela Rússia.