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Berlim quer proibir "paintball" para prevenir violência armada

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Berlim quer proibir "paintball" para prevenir violência armada

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O governo alemão prepara uma nova lei para reforçar o controlo sobre as armas de fogo. Dois meses depois de um jovem atirador ter morto várias pessoas numa escola no Sul do país, o debate sobre a nova legislação roça já a polémica.

Entre as várias medidas em discussão encontra-se a possibilidade de proibir os jogos de “paintball”, com a aplicação de multas de até 5 mil euros aos infractores. Uma proposta criticada pelos jogadores: “o paintball é um pouco como jogar à apanhada em equipa com um toque de alta tecnologia, e isto não tem nada a ver com matar”. Mas conservadores e sociais-democratas consideram que o jogo “vulgariza a violência armada”, e mesmo que, “simula um homicídio”. Para o número dois dos sociais-democratas no parlamento, Fritz Koerper,“o paintball representa antes de mais um ataque de homem a homem, e o problema é que alguém tente imitar os mesmos gestos na realidade”. O debate foi precipitado pelo tiroteio, em Março, numa escola em Winnenden, depois de um jovem armado ter morto à queima-roupa 16 alunos e professores, foi a segunda acção do género no país nos últimos sete anos. A nova lei, que deverá ser votada antes do Verão, prevê outras medidas como a criação de um registo nacional de armas de fogo, ou a criação de sistemas de segurança biométricos para os armeiros domésticos. Para os verdes alemães as propostas do governo são uma concessão ao “lobby” do armamento, contrário à proibição da venda de armas de fogo de grande calibre.