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Dez bancos dos EUA chumbam "teste de resistência"

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Dez bancos dos EUA chumbam "teste de resistência"

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Dez dos dezanove maiores bancos norte-americanos vão ter de aumentar o capital próprio para poder resistir à crise económica.

Esta é a conclusão dos chamados “testes de resistência” levados a cabo pelo Departamento do Tesouro e pela Reserva Federal e divulgados ontem. O diagnóstico, realizado durante três meses, calculou em mais de 74 mil milhões de dólares o capital necessário para proteger os dez bancos de uma nova degradação da economia. Entre as instituições mais fragilizadas encontra-se o Bank of América que necessita de aumentar os fundos em quase 40 mil milhões de dólares, seguido à distância pelo Citigroup e Morgan Stanley. Para o secretário do Tesouro norte-americano, “estas operações são indispensáveis para restaurar a fluidez do mercado interbancário e assegurar que haverá crédito suficiente para apoiar a retoma. Vão permitir avaliar a saúde da nossa economia com um nível de transparência sem precedentes. Vão afastar as nuvens negras da incerteza que pairam sobre o sistema e ajudar os bancos a substituir os investimentos do governo por capital privado o mais rapidamente possível”. Apesar das expectativas, os mercados financeiros temem que os testes possam estigmatizar alguns bancos. A bolsa de Nova Iorque encerrou ontem em baixa depois dos investidores terem vendido em massa, temendo a divulgação de maus resultados. Os dez bancos mais afectados têm até 8 de Junho para apresentarem um plano para o aumento de capital e até Novembro para pô-lo em prática. O Estado não descarta a possibilidade de intervir, o que, no caso do Citigroup, significaria uma semi-nacionalização.