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Itália repatria imigrantes líbios

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Itália repatria imigrantes líbios

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Duzentos e vinte e seis imigrantes clandestinos líbios que pretendiam alcançar território europeu, através da Itália, foram repatriados para Tripoli.

Os imigrantes tinham lançado um SOS telefónico, na quarta-feira. A marinha italiana abordou os três pequenos barcos em que viajavam e recolheu-os. Mas depois, devolveu-os à Líbia. Tudo se terá passado em águas internacionais, segundo o ministro do Interior italiano: “Aqui, como eu já disse, eles estavam em águas internacionais e nós aplicamos o princípio da recusa, muito antes da fronteira. Não foi na fronteira. Tudo, no mais estrito respeito pelas tratados internacionais”. Uma justificação que não convence as associações de defesa dos direitos humanos que falam em “dia negro”, para os direitos dos refugiados. Acusam o governo de violação da Convenção de Genebra, que garante direitos aos refugiados, seja qual for a localização. Também o Alto Comissariado das Nações Unidas para os refugiados, através de um porta-voz, criticou a decisão do governo italiano: “O princípio de não recusa, que é a base da Convenção de Genebra e também do direito internacional dos refugiados, está sempre em vigor, em todo o lado e também nas águas extraterritoriais”. A Líbia nunca assinou a Convenção de Genebra.