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Aperto de mão simbólico para reconciliar passado terrorista em Itália

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Aperto de mão simbólico para reconciliar passado terrorista em Itália

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O Dia da Memória, em Itália, fica marcado este ano por um importante símbolo da vontade de reconciliação com a história trágica dos “anos de chumbo”.

A convite do presidente italiano Giorgio Napolitano, as viúvas do anarquista Giuseppe Pinelli e do comissário de Polícia Luigi Calabresi protagonizaram um aperto de mão sem precedentes, por ocasião da cerimónia anual em memória das vítimas do terrorismo. A data é assinalada no aniversário do assassinato do líder da Democracia Cristã Aldo Moro, perpetrado pelas Brigadas Vermelhas a 9 de Maio de 1978. Napolitano sublinhou que “foi concretizado um gesto político e institucional. Foi rompido o silêncio sobre uma ferida que não se pode separar dos 17 mortos na Piazza Fontana e sobre um homem cuja correcção e honorabilidade é preciso reafirmar, para que não seja esquecido”. Uma referência a Pinelli, erradamente acusado do atentado em Milão a 12 de Dezembro de 1969 e que encontraria a morte ao cair da janela da esquadra de polícia após três dias de interrogatório. Injustamente acusado da morte de Pinelli, o comissário Calabresi seria assassinado a 17 de Maio de 1972 por membros do grupo da extrema-esquerda Luta Contínua.