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Retrato de L'Aquila um mês depois do sismo

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Retrato de L'Aquila um mês depois do sismo

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Um mês depois do terramoto que abalou a região de Abruzzes, no centro de Itália, a hora é ainda de balanço, na cidade de l’Aquila.

O centro histórico permanece esburacado, os engenheiros estudam os escombros. Trata-se de saber o que pode ser reconstruído e ou que terá de ser definitivamente demolido. Para o município, urgente agora é o apoio da União Europeia, para relançar a economia loca, diz um porta-voZ da edilidade: “A União Europeia pode fazer muito. Nós pedimos, por um lado, para sermos considerados zona franca, para procurarmos relançar a vida económica desta cidade. Por outro lado pedimos que, se a União Europeia o puder fazer, que nos reintegre no Objectivo 1. Um grande ponto de honra do passado recente é que Abruzzes uma região do centro-sul, teve sucesso e ultrapassou essa fase e saíu, por isso, do Objectivo 1”. Um terço dos edifícios foram destruídos ou muito afectados. Precisam agora de uma peritagem, para se decidir se terão de ser demolidos, ou reparados. Enquanto durar esta análise, 40 mil pessoas continuam sem um tecto. A 10 quilómetros de L’Aquila, no Campo de Cese di Preturo, há 170 desalojados. Há mais de um mês que vivem sem electricidade. “Tenho o meu pai, com 90 anos,que dorme comigo na tenda. Durante a noite, ele precisa de sair para fazer as suas necessidades e eu acompanho-o. Pode imaginar o que é isto, todas as noites? É esta a realidade”,diz um dosresidentes. A Cruz Vermelha serve as refeições, excepto o pequeno almoço. Venusia Alonzo fez as pizzas, antes de se encontrar com os desalojados: recorda as noites frias do acampamento: “As ajudas pedimo-las e tivemo-las, sobretudo, os alimentos, os cobertores, isso está tudo bem. A única coisa é que faz muito frio em L’Aquila. Na primeira semana, tivemos um pouco de sol, mas à noite gelávamos com o frio”.