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A palavra "nazi não existe" para Bento XVI

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A palavra "nazi não existe" para Bento XVI

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De visita a Israel o papa homenageou no memorial do Holocausto os seis milhões de mortos na Shoah.

Uma cerimónia onde foi convidado a realimentar a chama eterna e a colocar uma coroa de flores. No museu Yad Vashem estão registados três milhões de mortos, incluindo um milhão de crianças . Com esta visita do Sumo Pontífice ao museu Yad Vashem, o Vaticano espera assim encerrar a polémica, depois das tensões dos últimos meses provocadas pelo bispo católico tradicionalista que negou o Holocausto. O Rabino Meir Lau lembrou no entanto palavras que ficaram por dizer: “João Paulo II falou de milhões de judeus assassinados no Holocausto, Bento XVI não usou a palavra assassinío disse mortos. Ele não disse quem os matou. João Paulo II usou a palavra nazis no discurso deste Papa a palavra nazi não existe.” Além do Yad Vashem e das missas celebradas em Jerusalém e em Nazaré, Bento XVI foi ainda ao Muro das Lamentações e ao Pátio das Mesquitas Visitará ainda um campo de refugiados palestinianos nos arredores de Belém, onde se reunirá com o presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas. Sessenta mil efectivos das forças de segurança estão distribuídos pelo itinerário da comitiva papal em território israelita durante os próximos cinco dias.