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Alegado guarda prisional nazi defende que era...prisioneiro


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Alegado guarda prisional nazi defende que era...prisioneiro

Foram precisas décadas de procedimentos legais para fazer John Yvan Demjanjuk, um dos últimos grandes criminosos nazis vivos, responder perante a Justiça. Apesar de ainda haver dúvidas de que o faça…

O alegado guarda prisional nos campos de concentração de Treblinka, Sobibor, Majdanek e Flossenburg, foi reconhecido por antigos prisioneiros como Ivan o Terrível, que pontapeava os que iam ser executados para sairem mais depressa dos vagões de comboio em que chegavam e era também quem abria os manípulos das câmaras de gás. Depois da guerra registou-se como “deslocado”, um estatuto reservado aos trabalhadores forçados e aos antigos prisioneiros dos campos de concentração. Acrescenta John ao nome… Assim se conseguiu instalar no Ohhio, Estados Unidos, onde trabalhou até 1977, sem problemas. Nessa ano, foi reconhecido por antigos deportados e extraditado para Israel, onde foi condenado à morte. Conseguiu, no entanto, escapar, em 1993, com um recurso ao Supremo Tribunal em que semeou dúvidas quanto à identidade. Demjanjuk regressou aos Estados Unidos, até que, em 2002, lhe foi retirada a nacionalidade americana. E os recursos sucederam-se..até 2005. Por motivos de saúde, conseguiu adiar o inadiável por uns anos. Finalmente, os serviços de imigração norte-americanos declararam Demjanjuk apto a fazer a viagem de extradição para Munique, na Alemanha. O director do Centro Simon Wiesenthal comenta: “É um dia muito importante para a justiça. Acho que esta pessoa participou activamente nos assassínios em massa de 29 mil judeus no campo de concentração de Sobibor entre Março e Setembro de 1943, e que vá ser julgado pelos crimes é muito importante, extremamente significativo. O detido, de origem ucraniana, nega ter servido nos campos de concentração, continuando a alegar que era prisioneiro desde 1942, data em que pertencia ao Exército Vermelho.

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