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Presidência checa - parte II

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Presidência checa - parte II

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Jan Fischer realizou a sua primeira visita oficial a Bruxelas, quatro dias depois de assumir o cargo de primeiro-ministro de transição, na República Checa.

Fischer põe assim fim à tradição que, desde a partição da Checoslováquia, ditava que a Eslováquia fosse o destino da primeira viagem de um novo chefe do executivo checo. Na Comissão Europeia, o sucessor de Mirek Topolanek, derrubado em Março na sequência de uma moção de censura, garantiu que a sua prioridade é a cimeira de 18 e 19 de Junho e a ratificação do Tratado de Lisboa, dependente da assinatura do presidente eurocéptico, Vaclav Klaus: “Agora tudo depende de quando é que o presidente da República Checa irá assinar o Tratado. Segundo a Constituição Checa, não está sujeito a nenhuma data limite.” Jan Fischer afirmou ainda que “pessoalmente” deseja que o Tratado de Lisboa e o processo de ratificação se terminem com sucesso, para que o Tratado possa ser ratificado em todos os Estados onde ainda está pendente.” Uma referência clara à Irlanda, que deverá organizar um segundo referendo no Outono, assim como à Polónia, onde o presidente Kaczynski também ainda não assinou o texto. Em Praga, vários senadores anunciaram que vão apresentar recurso no Tribunal Constitucional, contra o Tratado de Lisboa – como já tinha feito o presidente Klaus. Presidente que deseja agora presidir à cimeira de Junho, em vez do novo primeiro-ministro, o que pode dificultar a vida ao Tratado de Lisboa.