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Bruxelas condena Intel por práticas ilícitas e anticoncurrenciais

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Bruxelas condena Intel por práticas ilícitas e anticoncurrenciais

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A Comissão Europeia infligiu uma multa de mais de mil milhões de euros ao fabricante de microprocessadores Intel por abuso de posição dominante.

A pena mais dura de sempre decidida por Bruxelas visa o conjunto de práticas anti-concorrenciais da empresa norte-americana. Desde há quase uma década que a Intel é acusada de conceder descontos e comissões abusivas a fabricantes e distribuidores. Para a comissária europeia para a competição, Neelie Kroes, “a empresa norte-americana abusou da posição dominante, ao recorrer a práticas ilegais e anti-concurrenciais para excluir do mercado o único concurrente, AMD. A Comissão decidiu multar a Intel por este comportamento abusivo em 1,06 mil milhões de euros”. Desde 2000 que a Comissão investiga as práticas ilícitas da Intel, que tem agora três meses para pagar a multa. A empresa anunciou que vai apresentar recurso da decisão, à semelhança do que já fez no Japão e Coreia do Sul, onde se recusa a pagar uma coima de quase 20 milhões de euros. Até hoje a condenação mais elevada decidida pela comissão no sector informático, ascendia a 497 milhões de euros de multa, contra a Microsoft, igualmente por abuso de posição dominante.