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Itália legisla contra imigrantes clandestinos

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Itália legisla contra imigrantes clandestinos

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Quem entrar e ficar em Itália ilegalmente, pratica um delito grave. Esta é a filosofia da nova medida legislativa do governo de Berlusconi contra a imigração clandestina.

A multa de uma estada ilegal é de 5 mil a 10 mil euros. A única escapatória é deixar Itália. A detenção nos centros de identificação e expulsão passa de dois para seis meses.As taxas da obtenção de nacionalidade são de 200 euros e por uma mera permissão de estadia o custo ainda vai ser fixado pelos ministérios do Interior e da Economia, mas ficara entre 80 e 200 euros. Estes papeis são essenciais para aceder aos serviços públicos e o facto de não os ter é passível de denúncia. As mãe em situação irregular não podem registar os filhos o que permite que os Serviços Sociais italianos lhos retirem e mesmo que os dêem para adopção. A lei tem ainda como alvo os que ajudam imigrantes clandestinos, prevendo uma pena de prisão que pode ir até três anos para quem lhes arrendar um apartamento ou de algum modo os alojar. O texto também destaca as rondas dos vigilantes em certos bairros – que devem ser maioritariamente feitas por antigos membros das forças dae ordem, polícias ou soldados. Têm de fazer parte de associações registadas e a missão é assinalarem às autoridades problemas com alegados clandestinos. A Itália já tinha bastantes meios para lutar contraa imigração clandestina: mais de meio milhar de guardas costeiros, de vedetas e de unidades da marinha a patrulharem permanentemente o canal da Sicília, nomeadamente a ilha de Lampedusa, principal ponto de chegada dos imigrantes. Esta nova lei de segurança é muito mais abrangente, mas estas são as questões de cidadania mais controversas.