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Papa defende criação de "pátria palestiniana" e fim do bloqueio a Gaza

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Papa defende criação de "pátria palestiniana" e fim do bloqueio a Gaza

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Ao terceiro dia de peregrinação na Terra Santa, o Papa entrou na fase mais política da viagem com a deslocação a Belém, na Cisjordânia, em território palestiniano.

Frente ao presidente Mahmoud Abbas, Bento XVI apelou aos palestinianos a abandonarem o que chamou de “rancores do passado”, para se reconciliarem com Israel. Evitando uma vez mais a palavra “estado”, o sumo pontífice afirmou apoiar, “o direito a uma pátria palestiniana soberana no território dos seus avôs, em segurança e em paz com os seus vizinhos e dentro das fronteiras reconhecidas internacionalmente”. Um discurso visto como uma pressão adicional sobre o actual governo israelita avesso à criação de um estado palestiniano. O Papa pediu ainda aos palestinianos para que, “não caiam na tentação do terrorismo”. Depois de ter chegado no início da semana a Israel com uma condenação do anti-semitismo e de ter realizado uma visita ao memorial do Holocausto, o Papa tenta contornar os obstáculos de uma visita altamente sensível, também do lado muçulmano. Bento XVI celebrou uma missa na basílica da Natividade em Belém, marcada pelo apelo a Israel para que levante o bloqueio à Faixa de Gaza. O santo padre vai deslocar-se ao campo de refugiados de Aida onde o espera um novo acto simbólico, quando discursar frente ao muro de separação israelita.