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Aung San Sukyi detida pela junta militar

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Aung San Sukyi detida pela junta militar

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A líder da oposição birmanesa Aung San Sukyi foi acusada pelas autoridades do Mianmar de ter violado a prisão domiciliária, uma pena que cumpre há mais de uma década.

Uma acusação que surge depois de San Sukyi ter alegadamente abrigado um cidadão norte-americano a semana passada. John Yettaw, de 53 anos, terá conseguido iludir a vigilância em torno da residência da opositora nadando através de um lago. Yettaw permaneceu no domicílio da prémio Nobel durante dois dias e acabou por ser detido pela polícia acusado de violar as leis de imigração do país. Segundo as organizações defensoras dos direitos humanos as autoridades do Mianmar procuravam um pretexto para manter a líder da oposição sob controlo. “De acordo com o actual período de detenção, Aung San Suu Kyi deveria ser libertada a 27 de Maio, segundo decisão da junta militar. Por isso eles tiveram que encontrar outra forma de mantê-la afastada, de separá-la do povo da Birmânia e da comunidade internacional”, disse Debbie Stothard, da organização Alternative Asean Network. Aung San Sukyi, cujo estado de saúde é considerado débil, foi encarcerada na prisão de Insein, um estabelecimento para presos políticos que costuma ser sinónimo de pena de morte.