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Romances distintos no segundo dia de Cannes

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Romances distintos no segundo dia de Cannes

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Dois romances distintos estiveram em exibição esta sexta-feira no festival de cinema de Cannes. Um singelo ou outro sangrento.

A realizadora neozelandesa Jane Campion, a única mulher com uma palma de ouro no currículo, conquistado em 1993 com a Lição de Piano, voltou à passarela de Cannes com um poema de John Keats adaptado ao grande écran. Mas na conferência de imprensa, a realizadora deixou um grito de protesto. Considerou deplorável o facto de no cinema existir muita dificuldade para as mulheres conseguirem financiamento numa indústria cada vez mais dominada por homens. O seu filme, Bright Star, inspira-se nas baladas escritas por John Keats evocando os amores “puros” entre o poeta e a noiva, que não conseguiu casar face à morte com tuberculose. Cannes assistiu à película da coreana Park Chan-Wook. “Sedento, este é o meu sangue” também inspira-se num obra literária, mas de Émile Zola. A história basea-se num romance entre um padre transformado vampiro com a mulher de um amigo, também transformado vampiro que reclama vingança.