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Trabalhadores da Fiat exigem explicações

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Trabalhadores da Fiat exigem explicações

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Os trabalhadores da Fiat estão preocupados com os planos de expansão da empresa. Vários milhares de pessoas desfilaram este sábado em Turim para protestar contra a supressão de postos de trabalho em itália. A construtora automóvel italiana assinou um pré-acordo para a compra da Chrysler e pode vir a adquirir a Opel.

Os trabalhadores exigem explicações: “Somos cinco mil famílias – vinte e cinco mil se contarmos com os sub-contratados, directamente implicadas e sem futuro. Em Pomigliano, em Nápoles além da Fiat só há a Camorra. Não podemos garantir um futuro aos nossos filhos porque a Camorra vai-se aproveitar da situação”, disse um operário. “Como estamos a negociar acordos com a Chrysler e a Opel, queremos saber qual é o futuro das fábricas italianas”, reivindicou um trabalhador. Entretanto, os sindicatos da Opel e da Fiat estiveram reunidos e prometeram lutar juntos contra qualquer plano de supressão de empregos. Esta sexta-feira, o patrão da Fiat, Sergio Marchionne, tentou acalmar os ânimos: “Os trabalhadores podem ficar descansados. Vamos respeitar os nossos compromissos e vamos fazer o possível para evitar quaisquer efeitos negativos ligadas à actual crise do mercado”. Mas os trabalhadores têm outra visão. Com base em documentos internos, os sindicatos afirmam que, em caso de compra da Opel, a direcção poderia fechar a fábrica de Termini Imerese na Sicília, a de Kaiserslautern, na Alemanha, entre outras na Grã-Bretanha e na Áustria.