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OMS mantém nível 5, mas teme focos autónomos da gripe A

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OMS mantém nível 5, mas teme focos autónomos da gripe A

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Há 125 casos de gripe A confirmados no Japão em três dias apenas. Foi uma progressão rápida do vírus, a seguir ao anúncio, no sábado, da contaminação de um aluno do liceu de Kobe. As autoridades solicitaram o encerramento das escolas durante um mínimo de cinco dias para evitar que a gripe A possa atingir Tóquio, onde dificilmente será controlável. O Japão recenseou os primeiros casos de gripe A no início de Maio, mas eram todos de pessoas que regressavam o Canadá. Com estes novos registos teme-se que que esteja criado um foco autónomo do vírus e a constatação da propagação a nível global.

Neste dia 18 de Maio, a Organização Mundial de Saúde recenseou 8829 casos em 40 países. A vermelho podem versificar-se os países que registaram mortes, o Canadá, os Estados Unidos, o México e a Costa Rica, todos no continente americano. A gripe A apareceu no México em Março passado e propagou-se rapidamente. O país notificou oficialmente 3103 casos e 68 mortes. A epidemia passou rapidamente as fronteiras, nomeadamente as dos Estados Unidos, onde há 4714 casos notificados que causaram quatro mortes. O mais recente aconteceu no domingo, na principal escola de Nova Iorque. A cidade tornou-se o segundo foco principal do vírus. O presidente do comité de urgência da OMS, John Mackenzie faz o ponto da situação: “No dia 29 de Abril, devido à urgência do assunto, a directora geral fez várias consultas no sentido de concluir se era melhor passar da fase 4 à fase 5 da pandemia, que se caracteriza pela propagação do vírus de pessoa para pessoa, pelo menos em dois países de uma região da OMS, no caso, a América do Norte”. Alguns países como a Rússia, desaconselharam aos viajantes visitas a países como o México, Canadá e Estados Unidos, e mesmo Espanha. Uma precaução inútil segundo um especialista espanhol do hospital Vall Hebron: “Em Espanha não houve focos nas escolas, não há focos nos hospitais ou outros locais. A infecção não se dissemina em Espanha, por isso se pode dizer claramente que o risco de transmissão em Espanha é zero. Por fim, Moscovo repensou a decisão e vai seguir as indicações da OMS, não vai limitar as viagens de pessoas e bens.