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UE discute reforço de sanções ao Myanmar após julgamento de opositora

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UE discute reforço de sanções ao Myanmar após julgamento de opositora

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A justiça birmanesa começou a julgar esta manhã a opositora Aung San Suu Kyii, num processo visto como um pretexto para silenciar a oposição para as eleições do próximo ano.

A Nóbel da paz compareceu frente aos juízes na prisão de Insein, na antiga capital Rangoon, para conhecer as 22 acusações contra ela. Mais de 200 membros do partido da oposição NLD, concentraram-se no exterior das instalações num protesto pacífico. O processo, que vai ser retomado amanhã, deverá durar cerca de três meses. San Suu Kyii incorre numa pena de até cinco anos de prisão, depois de ter acolhido contra a sua vontade um cidadão norte-americano no início do mês. Um gesto que reaviva a pressão internacional sobre a junta militar que governa o Myanmar há 40 anos. Estados Unidos e União Europeia ameaçam reforçar as sanções contra o país, depois da violenta repressão contra a oposição democrática em 2007. Um tema que divide os responsáveis diplomáticos europeus reunidos hoje em Bruxelas. A Comissária Europeia para as relações externas, Benita Ferrero Waldner, duvida da eficácia do reforço das sanções: “penso que temos antes de mais de reforçar o diálogo com todos os países vizinhos e fazer pressão sobre o governo para que liberte Aung San Suu Kyii e que não a mantenha prisioneira”. À semelhança de Washington, Bruxelas tinha já aprovado um pacote de sanções para forçar a junta militar a negociar com a oposição democrática. As eleições multipartidárias do próximo ano eram vistas como um avanço, posto agora em causa pelo julgamento de San Suu Kyii.