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Parlamento Europeu: para votar é preciso conhecer

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Parlamento Europeu: para votar é preciso conhecer

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A Bulgária entrou oficialmente em campanha eleitoral esta terça-feira. O pais, que aderiu à União Europeia em 2007, participa nas suas primeiras eleições gerais para o Parlamento Europeu. Os cerca de seis milhões e meio de eleitores búlgaros são chamados às urnas, a 7 de Junho, para elegerem os seus 17 eurodeputados.

Mas, na Bulgária, estas europeias são, sobretudo, um teste, para as legislativas de 5 de Julho – mesmo se os eleitores búlgaros têm sete vezes mais confiança nos eurodeputados do que nos deputados nacionais, isto segundo uma sondagem do instituto Gallup. A mesma sondagem dá conta que apenas um em cada três búlgaros tenciona votar. Uma participação extremamente fraca, mas que representa uma tendência na Europa de Leste, onde a presença nas urnas deverá variar entre os 13%, na Polónia, e os 46% na República Checa. De facto, os checos interessaram mais pelas eleições europeias, porque Varsóvia detém, actualmente, a presidência rotativa da União. E mesmo se o entusiasmo democrático do Leste parece estar em queda livre, Piotr Maciej Kaczynski, analista do Centre for European Policy Studies, tem outra opinião: “Não é um desamor da democracia. É, antes, uma falta de informação ou uma falta de conhecimento sobre esta instituição. Parlamento Europeu… o que é isso? Mas, se virmos as sondagens sobre o trabalho do Parlamento Europeu, elas são muito elevadas: cerca de 80% das pessoas aprecia o trabalho do Parlamento Europeu.” Na Polónia, onde a taxa de abstenção esperada – 87% – é a mais elevada de todas, o governo tenta explicar que o Parlamento Europeu decide sobre assuntos concretos da vida dos cidadãos. Mas certos analistas estimam que os polacos estão a libertar-se da “herança comunista”, em que o voto era obrigatório.